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Seletividade alimentar infantil

  • Foto do escritor: Katia Nuno
    Katia Nuno
  • 12 de jan.
  • 2 min de leitura

Quando a criança não consegue comer, e não quando ela não quer



Por que seu filho não é “difícil para comer”


Sou a Luiza Briet, nutricionista clínica especializada em terapia alimentar e seletividade alimentar, e uma das frases que mais escuto dos pais é: “Meu filho é muito enjoado para comer.”


Mas a verdade é outra: na grande maioria dos casos, a criança não está escolhendo rejeitar alimentos o corpo e o cérebro dela estão reagindo a eles como uma ameaça.

Texturas, cheiros, temperaturas, cores, experiências passadas e até dores intestinais podem fazer o cérebro interpretar a comida como algo perigoso. Quando isso acontece, surgem:


  • Engasgos

  • Náuseas

  • Choro

  • Crises

  • Recusas intensas

Isso é seletividade alimentar infantil não birra.


A ligação entre seletividade, intestino e sistema nervoso


Uma criança com intestino inflamado, refluxo, gases ou constipação associa a comida à dor. Com o tempo, o cérebro aprende a evitar aquilo que causa desconforto.


Além disso, crianças com:


  • Autismo

  • TDAH

  • TOD

  • Ansiedade


têm um sistema sensorial mais sensível. O alimento não é só sabor é textura, cheiro, som e sensação na boca.


Quando esses sistemas estão em desequilíbrio, a criança entra em modo de defesa.


Por que forçar só piora


Obrigar, ameaçar, barganhar ou esconder comida dentro de outros alimentos pode funcionar por alguns dias, mas aumenta o trauma alimentar.

A criança aprende:

“Comer é perigoso.”

E o repertório alimentar diminui ainda mais.


Como a terapia alimentar e a nutrição clínica ajudam


No meu trabalho, não tento convencer a criança a comer. Eu organizo o corpo dela para que comer volte a ser seguro.


Isso envolve:


  • Cuidar do intestino

  • Corrigir deficiências nutricionais

  • Reduzir inflamação

  • Trabalhar exposição alimentar de forma respeitosa

  • Orientar os pais

Quando o corpo melhora, o cérebro relaxa — e o alimento deixa de ser uma ameaça.


O que muda quando a seletividade é tratada corretamente


✔ A criança aceita novos alimentos

✔ As crises diminuem

✔ O crescimento melhora

✔ A imunidade sobe

✔ A família volta a ter paz nas refeições


E o mais importante: a criança deixa de viver em luta com a comida.


Minha missão


Ajudar crianças a comer sem medo e crescer com saúde. E ajudar famílias a deixarem de sofrer em silêncio na hora das refeições.


Se seu filho só come poucos alimentos, chora diante de comida nova ou vive em conflito à mesa, saiba: existe solução e ela começa com cuidado, ciência e respeito.



 
 
 

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Nutri
Luiza Briet

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Domingo

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